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Todo mundo sabe que bater de frente com os grandes Marketplaces é quase impossível. Digo quase porque vou escrever sobre isso neste texto e dar algumas dicas de como você tentar vender diretamente sem depender do Mercado Livre.

É bem comum pequenas empresas ou micro-empreendedores iniciarem suas vendas nos marketplaces. Porém, com o tempo, você vai percebendo que não é algo muito vantajoso. Eles ficam com grande parte do seu lucro, sendo quase como sócios, porém sem a responsabilidade de pagar tributos, dar suporte e todo o pacote de responsabilidades que vem junto quando você vende algo para um cliente.

É vantajoso? Posso dizer que sim e não… Sim, se você tem uma grande margem de lucro ou se você é fabricante e se seu produto é de segmento e vende em grandes quantidades. E não se você não se enquadra em nenhuma das situações anteriores.

E vai piorar ainda mais, pois fabricantes já estão atentos a este mercado e estão colocando seus produtos diretamente nos marketplaces. Está errado? Digo que não, pois existe mercado para tudo e todos, inclusive fora dos Grandes Marketplaces. Com o tempo acredito que estarão em maior número nos marketplaces pessoas/empreendedores que produzam artesanatos ou algo muito customizado e que os grandes fabricantes não conseguiriam produzir ou que não valeria a pena para eles.

É importante estar presente em marketplace? Sim, mas talvez não com todo o seu catálogo de produtos e sim com apenas alguns produtos iscas. Já até escrevi um texto sobre a estratégia do Whish que você pode ler aqui.

Não tenho como colocar link patrocinado e concorrer com eles, como faço?

Então, vou dar algumas dicas que talvez possam ajudar você ou sua empresa a vender fora do mercado livre. São dicas bem valiosas, pois usamos para nossos clientes, estão testadas e retestadas e sabemos que trazem retorno em vendas.

Dicas:

1 – Planejamento

Antes que começar qualquer operação de vendas através de uma loja virtual, faça um bom planejamento de marketing.

2 – Tenha uma loja virtual

Sim, para vender seu produtos, você precisa ter uma loja virtual. Hoje existem plataformas com preços bem acessíveis, ideais para quem está iniciando. Quando crescer, é só migrar para uma maior e mais completa.

3 – Invista em SEO

Toda loja virtual deve ter uma boa otimização para aparecer nas buscas gratuitas do Google. Se sua palavra-chave principal for muito difícil, busque por palavras secundárias e mais fáceis. Elas auxiliarão a sua loja a ter tráfego, até que a palavra principal esteja bem posicionada. O planejador de palavras-chave do Google é a porta de entrada para você descobrir quais as melhores palavras-chave para o seu negócio.

Um detalhe importante que você precisa saber, é que mais da metade do seu tráfego deve vir dos resultados orgânicos, se estiver abaixo, cuidado.

4 – Invista em Adwords

Enquanto você ainda não aparece nas buscas orgânicas, comece com Google Adwords. Mas cuidado para não cair na armadilha de anunciar todo o seu mix de produtos, certamente você gastará muito e não terá o retorno esperado. Use a estratégia de um produto isca e invista nele, o investimento será bem menor e a aquisição de clientes se pagará.  

5 – Tenha conteúdo relevante

Para atrair pessoas interessadas em seu produtos, tenha conteúdo. Os conteúdos podem ser dos mais variados tipos, dependendo do produto que você venda. Tenha um blog, pois conteúdo é fator determinante para posicionar sua loja nas buscas orgânicas. Se você vende algum tipo de equipamento/máquina, crie um canal no youtube ensinando seus possíveis clientes a usarem seu equipamentos e como eles podem ganhar dinheiro. Youtube dá muito retorno, vá por mim.

6 – Use Iscas

Use produtos isca para oferecer gratuitamente ou com preço de custo. Ele servirá para você adquirir o cadastro deste cliente. Além disso, serve para que ele tenha uma experiência de compra na sua loja. Não esqueça, tenha um plano de recompras e de CRM para que ele mantenha-se comprando de você por um longo período.  

8 – Tenha um plano de recompra/recorrência

Após você adquirir o cliente, ofereça produtos relacionados, cupons de desconto, conteúdo relevante, ajude ele a usar seu produtos. A regra é: relacione-se e mantenha ele comprando de você.

9 – Use um bom CRM para E-commerce

Uma ferramenta de CRM possibilitará você conhecer e entender o seu cliente. Ajudará você a antecipar ciclos de compras e entregar conteúdo relevante e diferenciado para cada um.

10 – Use o Mercado Livre

Rá! Pegadinha do malandro!

Usar o Mercado Livre? Sim, enquanto você ainda não aparece bem nas buscas do Google e não tem muitos acessos em sua loja use o Mercado Livre para ajudar a manter as vendas. Mas a minha dica é: não coloque todos os seus produtos. Assim como os produtos iscas, faça o mesmo no Mercado Livre. Outra dica de ouro é: quando o cliente comprar pelo Mercado Livre, envie junto com a encomenda um encarte impresso falando da sua linha completa de produtos e um cupom para usar na próxima compra na sua loja própria.

Dentro do Mercado Livre tente de alguma forma colocar ou deixar bem claro o nome da sua loja. Muitos usuários tentarão buscar pelo nome da loja no Google, principalmente usuários locais que preferem retirar o produto em mãos.

São dicas que utilizamos para nossos clientes na Tercerize. Temos o case de uma empresa de bebidas em que mais de 70% das suas vendas vem da busca orgânica do Google. Fruto de um trabalho de SEO, conteúdo rico e uma boa estratégia de recompras. São dicas simples, que talvez você já tenha lido por aí, mas é o que comprovadamente funciona.

Demora para ter resultado? Sim,demora. Mas como todo novo negócio, ele leva um tempo para decolar. Com um e-commerce não é diferente, leva um tempo mas quando performa é mais rentável que somente depender de um marketplace que leva grande parte dos seus lucros.